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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cientistas identificam 'mais antigo pedaço de Marte' na Terra

Fonte: BBC Brasil (2013)
Por NTV
Uma rocha descoberta no deserto do Saara parece ser o meteorito de Marte mais antigo já descoberto, segundo cientistas. Pesquisas anteriores já sugeriam que a rocha tinha cerca de 2 bilhões de anos, mas novos exames realizados recentemente indicam que a rocha tem, na verdade, mais de 4 bilhões de anos.
O meteorito negro e brilhante, apelidado de 'Beleza Negra', teria se formado ainda na infância do planeta. 'Esta (rocha) nos conta sobre uma das épocas mais importantes da história de Marte', afirmou o autor da pesquisa, Munir Humayan, professor da Universidade Estadual da Flórida (EUA). A pesquisa foi publicada na revista especializada Nature.
Rochas marcianas
Existem cerca de cem meteoritos marcianos na Terra. A quase maioria dessas rochas é bem mais jovem, datadas entre 150 milhões e 600 milhões de anos. Elas teriam caído na Terra depois de um asteroide ou cometa ter se chocado contra Marte e desprendido as rochas, que viajaram pelo espaço até acabarem no nosso planeta. A 'Beleza Negra' é formada por cinco fragmentos. Um deles, o NWA 7034, foi examinado no passado e sua idade foi calculada em 2 bilhões de anos.
Mas a pesquisa mais recente descobriu que outro pedaço, o NWA 7533, tem 4,4 bilhões de anos - o que sugere que o NWA 7034 também deva ter mais do que 'apenas' 2 bilhões de anos. A equipe afirmou que a rocha pode ter se formado quando Marte tinha apenas 100 milhões de anos de idade. 'É quase certo (que a rocha) veio das terras altas do sul, um terreno cheio de crateras que forma o hemisfério sul de Marte', disse Humayan.
O período em que as rochas se formaram pode ter sido uma era de turbulência em Marte, com erupções de vulcões em quase toda a superfície do planeta. 'A crosta de Marte deve ter mudado muito rapidamente com o passar do tempo. Houve um grande episódio vulcânico em toda a superfície, que então formou uma crosta e, depois disso, a atividade vulcânica teve uma queda dramática', prosseguiu Humayan.
'Quando isso aconteceu, devia haver água na forma gasosa, dióxido de carbono, nitrogênio e outros gases para produzir uma atmosfera primordial, além de um oceano primordial. É um período de tempo muito empolgante - se houve vida em Marte, a origem seria neste período em particular', acrescentou o cientista. Humayan afirmou que sua equipe agora planeja analisar a rocha para procurar sinais de algum tipo de vida marciana. Mas, segundo o professor, enquanto a rocha permaneceu no deserto do Saara, pode ter sido contaminada por organismos vivos da Terra.
Mistura
O professor Carl Agee, da Universidade do Novo México, foi o cientista que, na análise anterior, que concluiu que a rocha NWA 7034 tinha 2 bilhões de anos de idade. Ele descreveu a pesquisa mais recente como animadora. Agee afirmou que a diferença entre as idades das rochas pode ter ocorrido pois o meteorito tem uma mistura de componentes, e a equipe dele agora também está encontrando partes da rocha que têm cerca de 4,4 bilhões de anos. 'Definitivamente há um componente antigo na rocha, mas acreditamos que pode haver uma mistura de eras', afirmou.
O cientista explicou que o impacto de um cometa ou asteroide, uma erupção vulcânica ou algum outro evento que ocorreu há cerca de 1,5 bilhão de anos pode ter acrescentado materiais mais novos à crosta original. '(A rocha) consiste de pelo menos seis tipos diferentes de rocha. Vemos diferentes rochas ígneas, tipos diferentes de rocha sedimentar, é um meteorito muito complexo. Este meteorito continua revelando seus segredos, estamos muito animados com isso.'

Atividade vulcânica forma pequena ilha ao sul do Japão

Fonte: EFE (2013)

Fonte: EFE (2013)


Por NTV
Tóquio, 21 novembro (EFE).- A forte atividade vulcânica submarina no Oceano Pacífico formou uma nova pequena ilha a cerca de mil quilômetros de Tóquio, informou nesta quinta-feira o serviço japonês de guarda costeira. A nova ilhota tem aproximadamente 200 metros de largura e fica ao sudeste da desabitada ilha vulcânica de Nishinoshima, que pertence ao pequeno arquipélago de Ogasawara (distrito de Tóquio), bastante longe da principal ilha do Japão.
Imagens impressionantes feitas pela emissora japonesa 'NHK' e gravadas pelo serviço japonês de guarda costeira mostram como uma coluna de fumaça branca de cerca de 600 metros se une com uma nuvem de cinza negra provocada pelas violentas explosões geradas no interior do vulcão.
A Agência Meteorológica do Japão, por sua vez, pediu às embarcações locais que navegam pela região a ficarem alertas para evitar serem atingidos pelas rochas expelidas pelo vulcão ou pelas intermitentes explosões, que estima-se continuarão durante os próximos dias. Trata-se da primeira erupção que acontece perto de Nishinoshima em cerca de 40 anos, depois que a ilha cresceu entre 1973 e 1974, também devido à intensa atividade vulcânica.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ex-Aluna da Engenharia Ambiental é finalista do prêmio nacional jovem pesquisador


Fonte: Arquivo Juliana Silva (2013)

Por NTV
A aluna Juliana de Fátima Silva, natural de Araxá, bacharel em Engenharia Ambiental pela Uniube, está entre os 36 finalistas do Prêmio Nacional Jovem Pesquisador criado e realizado no âmbito do XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (XX SBRH), que este ano acontecerá em Bento Gonçalves (RS). O texto com o qual concorre é fruto de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de graduação em Engenharia Ambiental intitulado “Mapeamento da Qualidade Ambiental do Rio Capivara, Araxá (MG)”, uma pesquisa idealizada e realizada pela aluna e orientada pelo professor doutor Valter Machado da Fonseca. Trata-se de uma pesquisa empírica (realizada em campo), na qual a aluna analisou diferentes parâmetros para aferição e monitoramento da qualidade das águas do Rio Capivara, na cidade de Araxá (MG).
O trabalho de Juliana já está classificado entre os 36 finalistas e chegou a esta condição depois de ser selecionado entre mais de 3000 trabalhos inscritos no XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos (XX SBRH) que será realizado de 17 a 21 de novembro de 2013, em Bento Gonçalves (RS). Os professores doutores André Luís Teixeira Fernandes (Gestor do curso de Engenharia Ambiental) e Valter Machado da Fonseca (orientador de Juliana) acreditam que o trabalho tem potencial para chegar entre os três primeiros colocados, quiçá não seja o primeiro. O resultado final será conhecido no dia 18 de novembro em sessão plenária do XX SBRH em Bento Gonçalves, onde os três primeiros classificados defenderão publicamente seus trabalhos em sessão publica e num tempo de 15 minutos, diante de uma banca examinadora composta para este fim.
Por fim, Os professores André Fernandes e Valter Fonseca parabenizam a Engenheira Ambiental Juliana de Fátima Silva por esta importante conquista, e por intermédio da qual a nossa ex-aluna comprovou que a diferença se faz pelo esforço e determinação individual, valorizando, sobremaneira, sua carreira profissional e projetando em âmbito nacional o nome da Universidade de Uberaba.    

sábado, 9 de novembro de 2013

Censo cósmico encontra bilhões de planetas que podem ser parecidos com a Terra

Fonte: The New York Times (2013)

Fonte: The New York Times (2013)


Por NTV
Na última segunda-feira, com base em uma nova análise de dados da sonda Kepler da NASA, astrônomos informaram que o número de planetas habitáveis do tamanho da Terra pode chegar a 40 bilhões apenas nesta galáxia. Uma em cada cinco estrelas da galáxia que são parecidas com o Sol tem um planeta do tamanho da Terra orbitando em torno de si na zona Goldilocks – nem muito quente, nem muito fria – onde as temperaturas da superfície devem ser compatíveis com a água em estado líquido. É o que indica um cálculo hercúleo de três anos baseado em dados da sonda Kepler e realizado por Erik Petigura, estudante de pós-graduação da Universidade da Califórnia, em Berkeley.
A análise de Petigura representa um grande passo em direção ao objetivo principal da missão Kepler, que foi medir qual fração de estrelas parecidas com o Sol têm planetas do tamanho da Terra na galáxia. Às vezes chamado de 'eta-Terra', se trata de um fator importante para a chamada equação de Drake, usada para estimar o número de civilizações inteligentes no universo. O artigo de Petigura, publicado na segunda-feira na revista Atas da Academia Nacional de Ciências, acrescenta mais uma nuance interessante em um cosmos que tem se mostrado cada vez mais amigável e fecundo ao longo dos últimos 20 anos. 'Parece que o universo produz inúmeros ambientes que de alguma forma se assemelham à Terra no sentido de que são propícios para a vida', disse Petigura.
Ao longo das duas últimas décadas, os astrônomos registraram mais de mil planetas em torno de outras estrelas, denominados exoplanetas, e a sonda Kepler, em seus quatro anos de vida, antes de sofrer um problema mecânico em maio passado, compilou uma lista de cerca de 3500 outros candidatos. Os próximos resultados podem suscitar planos para encontrar um planeta gêmeo da Terra nos próximos anos e décadas – uma Terra 2.0, como diz o jargão – perto o suficiente daqui para ser estudado. O mais próximo desses planetas pode estar a apenas 12 anos-luz de distância. 'Essa estrela poderia estar visível a olho nu', disse Petigura.
Suas conclusões se baseiam em um relatório divulgado no início deste ano por David Charbonneau e Courtney Dressing, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que descobriram que cerca de 15 por cento das estrelas menores e mais numerosos conhecidas como anãs vermelhas têm planetas parecidos com a Terra em suas zonas habitáveis. Usando pressupostos um pouco menos conservadores, Ravi Kopparapu, da Universidade Estadual da Pensilvânia, descobriu que metade de todas as anãs vermelhas possuem tais planetas. Os astrônomos estimam que existam pelo menos 200 bilhões de estrelas de todos os tipos na Via Láctea, o que leva a imaginar – quem sabe – que talvez haja alguns micróbios ou criaturas mais complicadas pela galáxia afora.
Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que orientou a pesquisa de Petigura e foi coautor do estudo, juntamente com Andrew Howard, da Universidade do Havaí, disse: 'Este é o trabalho mais importante no qual eu já estive envolvido. Isso diz tudo. Existem outras Terras habitáveis por aí?' 'Estou com um friozinho na barriga', contou ele.
Em uma coletiva de imprensa realizada na sexta-feira para discutir os resultados, os astrônomos elogiaram profusamente a missão Kepler e sua equipe. Natalie Batalha, um dos principais nomes da missão Kepler, do Centro de Pesquisa Ames, da NASA, descreveu o projeto e seus membros como 'o que a humanidade tem de melhor.' De acordo com o novo cálculo de Petigura, a fração de estrelas com planetas semelhantes à Terra é de 22 por cento, com uma margem de erro de 8 por cento, dependendo do modo como definimos a zona habitável. Existem várias ressalvas. Embora esses planetas sejam do tamanho da Terra, ninguém sabe quais as suas massas e, portanto, se eles são rochosos como a Terra, se são bolas de gelo ou gás, e muito menos se é – ou será – possível habitá-los.
No entanto, temos motivos para acreditar, a partir de observações recentes de outros mundos, pelo menos alguns planetas do tamanho da Terra, se não todos eles, são de fato rochosos. Na semana passada, dois grupos de astrônomos anunciaram que um planeta do tamanho da Terra, chamado Kepler 78b, que leva 8,5 horas para completar a órbita em torno do seu sol, tem densidade equivalente a da Terra, embora seja quente demais para ser habitado por formas de vida. 'A natureza', como Petigura colocou, 'sabe como produzir planetas rochosos do tamanho da Terra.'
Além disso, o número é mais incerto do que poderia ser porque o sistema de apontamento da sonda Kepler falhou antes de completar seu levantamento principal. Como resultado, Petigura e seus colegas tiveram que extrapolar os planetas ligeiramente maiores do que a Terra, com translações um pouco mais breves e estreitas. Para os propósitos de sua análise, o 'tamanho da Terra' considerado poderia ser qualquer um entre uma a duas vezes o diâmetro da Terra, e uma translação semelhante à da Terra ficaria entre 400 e 200 dias. 'Nós ainda não temos candidatos a planetas que sejam análogos exatos da Terra em termos de tamanho, órbita ou tipo de estrela', disse Batalha.
Já Charbonneau levantou 'a questão assustadora que assombra a todos nós, caçadores de exoplanetas: será que a missão Kepler obteve dados suficientes?' Embora a própria sonda Kepler tenha sido posta de lado enquanto astrônomos elaboram um novo programa que possa oferecer um sistema de apontamento menos flexível, ela proporcionou o envio de uma quantidade tão grande de dados que há resultados que valeriam a pena analisar ao longo de um ano inteiro, disse Batalha, além de investir no aperfeiçoamento dos dados já obtidos.
A sonda Kepler foi lançada em 2009 para realizar uma espécie de censo cósmico, monitorar o brilho de 150 mil estrelas distantes da Terra, nas constelações do Cisne e da Lira, procurando por pontos menos brilhantes que indicam a passagem de planetas na frente delas. Petigura e seus colegas se restringiram a um subconjunto de 42 mil estrelas mais brilhantes e bem-comportadas. Eles descobriram 603 planetas, dentre os quais 10 tinham diâmetro que ficava entre uma Terra e duas Terras, e orbitavam em torno de uma zona definida por Petigura como habitável, onde receberiam entre um quarto e quatro vezes mais luz que a Terra recebe. No sistema solar, essa zona se estenderia do interior da órbita de Vênus até as áreas limítrofes da órbita de Marte.
Enquanto isso, utilizando-se de uma técnica inovadora emprestada de outros campos que trabalham com grandes bancos de dados, como a física de partículas, Petigura projetou um pipeline computacional para que pudesse inserir planetas falsos nos dados – 40 mil no total – e verificar com que eficiência o programa detectaria planetas de diferentes tamanhos e órbitas. 'Deu bastante trabalho', lembrou, explicando que teve que fazer testes com dezenas de bilhões de diferentes períodos para cada estrela a fim de encontrar planetas. 'Felizmente, hoje em dia os computadores são baratos.'
Sara Seager, astrônoma especializada em exoplanetas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que não esteve envolvida no estudo, disse que o teste com o pipeline computacional tinha tornado os resultados confiáveis. 'Eu diria que os pequenos planetas estão em toda parte e são muito comuns – não importa de que maneira manipulamos os dados. No entanto, a sonda Kepler não está mais em atividade e nós não temos como conseguir mais dados. Então vamos ter que nos contentar com o que já temos como sendo a palavra final, por enquanto.'