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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Europeu de 7 mil anos atrás tinha pele morena e olhos azuis

Fonte: CSIC (2014)


Por NTV
Ele tinha pele morena, cabelo castanho-escuro e olhos azuis; era intolerante a lactose e também não digeria muito bem amido; mas já tinha um sistema imune bem preparado para combater infecções. Assim era um homem caçador-coletor que viveu 7 mil anos atrás no sudoeste da Europa, antes do desenvolvimento da agricultura na região, segundo um estudo genético feito por pesquisadores com base no DNA extraído do dente de um fóssil descoberto nas cavernas da região de La Braña, na Espanha.
Os cientistas sequenciaram o genoma do esqueleto mesolítico (período de 5 a 10 mil anos atrás) e o compararam com o genoma de europeus modernos, assim como o de outros fósseis, em busca de pistas genéticas sobre a aparência, a fisiologia e o estilo de vida dos seres humanos da época naquela região. Para sua surpresa, encontraram genes que indicam que esse indivíduo em particular tinha, provavelmente, olhos azuis, pele morena e cabelos escuros -- uma combinação fenotípica pouco usual, que não se encontra nas populações europeias contemporâneas.
Segundo os pesquisadores, isso sugere que as características de pele branca e olhos claros, que predominam hoje na população europeia, evoluíram de forma separada uma da outra, e que a disseminação dos genes responsáveis pelos olhos claros pode ter precedido a dos genes responsáveis pelo clareamento da pele.
Outros genes dão pistas sobre a dieta e o metabolismo do homem, indicando que não tinha ainda a capacidade para digerir lactose e também não lidava muito bem com amido (um tipo de açúcar vegetal), "dando suporte à hipótese de que essas habilidades foram selecionadas mais recentemente, após a transição para a agricultura", com a domesticação de animais e plantas, segundo o trabalho publicado na revista Nature.
O estudo é mais um exemplo fantástico de como o avanço das tecnologias de extração e sequenciamento de DNA de fósseis está iluminando nosso conhecimento sobre o passado da nossa espécie, revelando detalhes e curiosidades que só os genes -- e não apenas os ossos -- são capazes de contar. Imagine só!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A Costa Leste dos EUA e Norfolk estão afundando

Fonte: Damon Winter/New York Times (2014)
Por NTV
A pequena cabana branca à beira da água em Lower Manhattan é discreta – tanto que os turistas passeando pelo Battery Park recentemente nem colocaram os olhos nela uma segunda vez. De perto, porém, o telhado da cabana atrás de um prédio da Guarda Costeira surge cheio de antenas e outros equipamentos. Embora não muito maior do que um armário, essa instalação vem ajudando cientistas a entender um dos grandes mistérios ambientais de nossa era.
O equipamento no interior está conectado e sondas na água que rastreiam o fluxo e o refluxo das marés no porto de Nova York, e suas leituras são enviadas a um satélite a cada seis minutos. Embora o equipamento atual seja avançado, algum tipo de leitor de maré opera no Battery Park desde a década de 1850, sob um gabinete do governo fundado por Thomas Jefferson. Esse antigo registro de dados tornou-se inestimável para cientistas lutando com a seguinte questão: quanto o oceano já subiu de nível, e quanto ainda deve subir?
Cientistas passaram décadas examinando todos os fatores que podem influenciar o aumento dos mares, e sua pesquisa está finalmente levando a respostas; e quanto mais descobrem, mais os cientistas percebem um enorme risco para os Estados Unidos. Grande parte da população e economia do país está concentrada na Costa Leste, e cada vez mais evidências científicas sugerem que essa região será um ponto ativo global para o aumento do nível do mar no próximo século. O trabalho de detecção exigiu que os cientistas estudassem a influência das placas de gelo da antiguidade, o significado de ilhas que estão afundando em Chesapeake Bay, e até mesmo o efeito de um meteoro gigante que caiu na Terra.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Encontrado na África do Sul diamante azul excepcional

Fonte: Petra Diamonds Limited/AFP/Arquivos
Por NTV
Um diamante azul de 29,6 quilates, avaliado em milhões de dólares, foi encontrado na semana passada na mina de Cullinan, perto de Pretória, anunciou nesta terça-feira a empresa Petra Diamonds, que qualificou a pedra de "excepcional".
"A pedra é de um azul intenso notável, com uma saturação, um tom e uma clareza extraordinárias, e conta com o potencial para produzir uma pedra polida de grande valor", comemorou, em um comunicado, o grupo britânico, que explora a mina sul-africana desde 2008. A empresa foi evasiva no que diz respeito ao valor exato que sua nova descoberta poderia alcançar, lembrando que os diamantes azuis são os mais cobiçados.
"Estamos realmente entusiasmados com o potencial deste diamante", declarou a porta-voz do grupo, Cathy Malins, à AFP, lembrando que um diamante azul de 25,5 quilates foi vendido, em abril de 2013, por US% 16,9 milhões; O maior diamante do mundo - o "Cullinan" -, uma pedra de 3.106 quilates, foi descoberto na mina de Cullinam, em 1905. Foi talhado em seguida e dois de seus fragmentos mais impressionantes fazem parte das joias da coroa britânica.