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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Copa do Mundo no Brasil: um primeiro balanço


Foto: Final da Copa 2014.                                                Fonte: UOL (2014)


Por Juca Kfouri
O que é pior, o vira-latismo ou o puxa-saquismo?
Se o primeiro se confundir com espírito crítico certamente o segundo é pior, porque mera bajulação.
Comecemos pelo começo: a imagem do Brasil depois da Copa é muito melhor do que, com carradas de motivos, se imaginava antes dela.
Fez-se, em resumo, um bom anúncio do país.
Porque houve a festa que se imaginava que haveria nos estádios e não houve a tensão prevista fora dele.
Por incrível que possa parecer, Joseph Blatter, o poderoso chefão da FIFA, tinha razão: a sedução do futebol falou mais alto, ainda mais porque, paradoxalmente, se a Copa não apresentou nenhuma seleção inesquecível, mostrou jogos formidáveis, como uma homenagem ao país que já foi o do jogo bonito.
Repita-se para suavizar o que virá a seguir: o Brasil ganhou a vigésima Copa do Mundo da FIFA e ainda por cima prendeu gente dela que há décadas atenta contra a economia popular, um legado inestimável, exemplar, digno de ser aplaudido de pé assim como a hospitalidade nacional.
Tamanhas vitórias não escondem as derrotas e aqui não se fará nenhuma menção, além desta, à goleada alemã.
Por falar nisso, em alemães, nossa Copa foi muito melhor que a da África do Sul, mas não foi, como organização, melhor que a de 2006.
Claro, da Alemanha se espera perfeição e a Alemanha esteve perto disso. Do Brasil esperava-se uma catástrofe e o Brasil ficou longe disso.
Contudo, na Alemanha não foram construídos elefantes brancos como os de Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília, cujas contas jamais serão pagas a não ser que ocorra mais um milagre brasileiro.
Lá não morreram tantos trabalhadores, nem caiu viaduto com duas mortes, nem se desalojou tantas famílias, nem nada custou tanto a ponto de a nossa Copa ter superado o custo dos três últimos torneios e nenhum estádio foi invadido por torcedores como o Maracanã pelos chilenos. Tampouco faltou luz no jogo de abertura.
Esquecer tais fatos em nome da imagem externa é que é o verdadeiro vira-latismo, como se a aprovação estrangeira nos bastasse.
É verdade sim que o governo federal, um mês antes de a Copa começar, partiu em busca de empatar um jogo que perdia por 4 a 0 e que conseguiu vencer, digamos, por 6 a 5 — o que exige elogios ao ataque assim como críticas à defesa.
Ocorre que há quem queira fazer apenas elogios e outros que só desejam criticar, todos movidos ou por cegueira partidária ou por outros interesses.
Não se trata de negar o sucesso da Copa, mas de dizer que poderia ser melhor. Tudo, aliás, sempre pode ser melhor, por melhor que tenha sido.
Trata-se de não esquecer o quanto custou em vidas e dinheiro, em desalojamentos e atrasos, em remendos de última hora, uma porção de coisas para as quais os estrangeiros não estão nem aí, mas que devem preocupar os que estão aqui e que, enfim, pagarão a conta.
Porque outro legado da Copa é a consciência de que megaeventos são muito bons para quem os promove e para as celebridades que gravitam em torno, mas não são necessariamente bons para quem os recebe, razão pela qual será excelente se os próximos forem submetidos à consulta popular.
O turista que veio não se hospedou nos melhores hotéis nem comeu nos melhores restaurantes, preferiu albergues ou sambódromos, lanchonetes ou churrasquinhos de gato.
Até mesmo os aeroportos inconclusos (o de Brasília é simplesmente espetacular, registre-se) suportaram bem a carga, entre outras razões porque o movimento foi menor que o normal neste período.
Em resumo: o Brasil ganhou a Copa de virada e o resultado pode ser considerado excepcional, digno de comemoração para irritação dos vira-latistas.
Mas não foi de goleada como bimbalham os puxa-sacos.
Além do mais, se o jogo acabou para o mundo, segue correndo no nosso campo. A um custo que ainda será mais bem apurado.

Ex-aluna da Ambiental ingressa no mestrado da UFOP



Foto: Arquivo Juliana (2013)


Por NTV

Natural de Araxá (MG) e ex-aluna do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de Uberaba, Juliana de Fátima Silva foi aprovada no processo seletivo de mestrado da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Ela cursará o Mestrado Profissional em Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental. O projeto de Juliana será desenvolvido numa parceria entre a UFOP e a Hidroex e tem como título “Caracterização quali-quantitativa e da percepção ambiental das nascentes urbanas da cidade de Araxá – MG”. 

O professor doutor Valter Machado da Fonseca destaca que Juliana foi uma aluna brilhante e, hoje é uma exímia profissional e pesquisadora na área de Recursos Hídricos. O Professor Valter disse ainda que a aprovação dela em um programa de mestrado numa instituição tão renomada como a UFOP não causa nenhum espanto, pois ele conhece muito bem a trajetória e o potencial de Juliana na pesquisa e em tudo que se predispõe a fazer.

Trata-se de uma pessoa altamente capaz e obstinada pela pesquisa, pela Engenharia Ambiental e pela docência. Ele diz que teve a honra de tê-la orientado em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Neste sentido, o professor parabeniza sua ex-aluna e reafirma total certeza em sua trajetória de sucesso. Haja vista que seu TCC foi apresentado no congresso brasileiro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), realizado no semestre passado na cidade de Bento Gonçalves (RS), ficando entre os 30 melhores trabalhos apresentados no evento, num universo de mais de 2500 trabalhos inscritos em nível de Brasil. Por fim, o professor Valter Fonseca deseja a Juliana todo sucesso nesta sua nova caminhada.     

Novo relatório climático reforça visão de que homem causa aquecimento



Fonte: www.jornal.ceiri.com.br

Por NTV
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC na sigla em inglês, divulgou nesta sexta-feira (26) um novo relatório que aumenta o grau de certeza dos cientistas em relação à responsabilidade do homem no aquecimento global. Chamado de "Sumário para os Formuladores de Políticas", o texto afirma que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre 1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau - a edição anterior falava em mais de 90%.
O documento apresentado em Estocolmo, na Suécia, em conferência científica realizada ao longo desta semana, mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010, e que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para "níveis sem precedentes em pelo menos nos últimos 800 mil anos".
O novo relatório diz ainda que há ao menos 66% de chance de a temperatura global aumentar pelo menos 2 ºC até 2100 em comparação aos níveis pré-industriais (1850 a 1900), caso a queima de combustíveis fósseis continue no ritmo atual e não sejam aplicadas quaisquer políticas climáticas já existentes.
Os 259 pesquisadores-autores de várias partes do mundo, incluindo o Brasil, estimam ainda que, no pior cenário possível de emissões, o nível do mar pode aumentar 82 centímetros, prejudicando regiões costeiras do planeta, e que o gelo do Ártico pode retroceder até 94% durante o verão no Hemisfério Norte (veja abaixo uma tabela com os eventos climáticos possíveis, segundo os cientistas).
Trata-se da primeira parte de um conjunto de dados que servirá de base para as negociações climáticas internacionais. A última versão saiu em 2007, quando o estudo rendeu ao painel de especialistas o Prêmio Nobel da Paz. O primeiro capítulo divulgado nesta sexta, de um total de três, aborda A Base das Ciências Físicas. As demais partes serão publicadas em 2014.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Professor Dr. Valter Machado da Fonseca, docente da Uniube, inicia seu pós-doutoramento.

Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca (Foto: 2012)

Por NTV
O professor doutor Valter Machado da Fonseca, docente da Universidade de Uberaba, iniciou em maio deste ano de 2014 seu estágio de pós-doutorado, enfocando o projeto “EDUCAÇÃO DO CAMPO: trabalho docente e saberes populares na construção da Agroecologia”. A pesquisa será desenvolvida na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (FACED/UFU), nos Assentamentos da Reforma Agrária e em algumas Escolas Famílias Agrícolas, sob a supervisão do professor doutor Carlos Alberto Lucena, professor do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia (PPGED/FACED/UFU). O término da pesquisa está previsto para o final de 2015.
Nesta pesquisa, o Prof. Valter Fonseca fará um estudo do trabalho docente nas escolas do campo, bem como das propostas didático-pedagógicas elaboradas para a educação do campo, tendo como objetivo observação a transposição didática dos saberes populares dos sujeitos que vivem da terra para um patamar científico, objetivando a construção da Agroecologia voltada para o desenvolvimento rural mais sustentável. Neste sentido, a pesquisa visa realizar uma confrontação dos métodos e técnicas utilizadas pela agricultura tradicional com os métodos inovadores de produção mais limpa de gêneros alimentícios que visem o uso e o manejo sustentável dos recursos naturais para a produção sustentável de alimentos mais saudáveis para o consumo humano.
Ao final da investigação, o prof. Valter Fonseca acredita que poderá apresentar propostas diversificadas que abram mão do uso exacerbado de insumos e agrotóxicos, bem como do uso despreocupado dos recursos naturais, em especial a água e o solo. O professor Valter acredita na possibilidade de se criar soluções mitigadoras dos fortes impactos socioambientais no campo brasileiro, criando uma cadeia produtiva junto às comunidades camponesas onde a preocupação maior seja a garantia de oferta de alimentos mais saudáveis para a população, o que em última instância significa a defesa do direito elementar do ser humano de acesso a uma alimentação saudável, garantida pela Constituição federal. Por intermédio de uma alimentação equilibrada e saudável que garanta não somente a saúde ambiental do planeta, mas, sobretudo a saúde das populações humanas.   

domingo, 1 de junho de 2014

Nível de água do Cantareira recua e chega a 24 pontos percentuais

Fonte: Estadão (2014)

Por NTV
O nível de armazenamento no Sistema Cantareira, incluindo o chamado "volume morto" (obtido no fundo dos reservatórios), atingiu 24,8% de sua capacidade neste domingo, 1º. O volume armazenado das represas, que abastecem quase nove milhões de pessoas na Grande São Paulo, recuou 0,1 pontos percentuais em relação ao sábado, 31.
Desde o início da utilização do "volume morto", no dia 16, o nível do Cantareira caiu 1,9 pontos percentuais. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o reservatório com 400 milhões de metros cúbicos de água situado abaixo das comportas das represas do sistema acrescentou 18,5 pontos porcentuais ao volume útil. Ainda de acordo com a medição da (Sabesp, no último mês só choveu o correspondente a 44,8% da média histórica de maio). Em 1º de junho do ano passado, o índice registrado pelo Cantareira era de 59,2%, sem o uso da água do fundo das represas.
A crise hídrica também afetou o nível dos reservatórios de outros sistemas que fornecem água para a região metropolitana. O índice do Sistema Alto Tietê, que abastece a zona leste da capital e outros municípios da Grande São Paulo, tem 30,8% de sua capacidade. Na mesma data em 2013, o nível era de 63,4%. Já o Sistema Guarapiranga, responsável por levar água a moradores da zona sul paulistana, registra 74,1% de sua capacidade neste domingo. No ano passado, o reservatório tinha 84,6% na mesma época do ano.