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domingo, 25 de setembro de 2016

MEU QUERIDO TIO DIDINHO: UMA LUZ QUE SE IRRADIA

Fonte: Arquivo Pessoal (2010)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Hoje, quarta feira (19/09/16) partiu um grande ser humano, um homem grandioso que tinha o dom de espalhar sua luz para todos os locais por onde passou, um ser humano com luz própria, cuja energia inebriou a todos que o cercavam. Hoje, partiu Bernardino Alves Borges (o Didinho), ou melhor, o meu Tio Didinho. E como foi especial este ser humano, uma estrela de primeira grandeza, de coração gigantesco que abrigava e acolhia a todos e o mundo todo.
Acima de tudo um homem ímpar, solidário, que sempre se preocupou com os menos favorecidos. Um homem de caráter superior, com um enorme senso de justiça social, que durante toda sua vida perseguiu sem tréguas a defesa intransigente dos valores humanos. Assim eu via meu tio, sob este prisma eu enxergava este grande homem. Ficar em sua presença era reconfortante, pois, ele irradiava luz própria, a energia dos justos, valores inerentes apenas àqueles de caráter inabaláveis.
Pois é! O Tio Didinho partiu! Porém deixou um rastro brilhante de ensinamentos, de bons exemplos, de um modelo de vida dedicado à solidariedade humana em todos os sentidos. Ele partiu, porém suas ideias, seu modelo de dignidade humana vão ultrapassar os tempos, pois sua vida foi edificada em cima de exemplos concretos, de ações que dignificam a essência humana e justificam a vida do homem, pois, ele não passou pela vida simplesmente por passar. Ele colocou em prática tudo aquilo em que acreditava, o que fez dele um ser humano ímpar, diferenciado em todo os sentidos. 
Posso afirmar que tenho muita sorte por tê-lo conhecido, por ter compartilhado com ele muitos momentos altamente significativos. O que eu posso dizer de meu Tio Didinho? Posso agradecê-lo por sua generosidade, pela sua grandeza, pelo seu amor incondicional ao ser humano e à sua família. Sua memória ficará para sempre na mente de todos aqueles que, de fato, o conheceram. Meu querido tio! Sua energia irá irradiar luz e calor pela imensidão do universo, aquecendo os corações de todos que precisam de sua luz, de sua sabedoria e de seus ensinamentos. Quando sentirem aquela saudade gostosa de sua presença basta procurar a estrela mais bela e mais brilhante, a estrela mais nova que povoa o firmamento. Adeus meu querido tio e muito obrigado pela oportunidade de ter convivido pelo menos um pouquinho contigo. Sem sua presença, com certeza o mundo ficará mais frio e mais sombrio, porém, o firmamento ficará mais belo, mais esfuziante e mais imponente.

É PRECISO MANTER A COERÊNCIA... O TEMPO TODO!

Fonte: Arquivo Pessoal (2016)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Hoje me peguei a pensar sobre os tempos nebulosos, opacos e de incertezas pelos quais estamos passando. São tempos árduos, difíceis, que não nos permitem vacilar, temos, principalmente nestes tempos, que manter intacta nossa têmpera de discernimento sobre o que é real e o irreal, entre o concreto e o virtual, o sólido e o ilusório.
Aí me lembrei de uma frase meu “velho” (jovem) pai. Digo jovem, pois, ele se foi aos 47 anos de idade, vitimado pelo tripanosoma cruzi, o machado guerreiro, a famosa Doença de Chagas. Aliás, quase toda sua geração pereceu diante desta enfermidade. Mas, voltando ao meu pai, ele sempre dizia que “o homem precisa, a ferro e fogo, manter a coerência o tempo, todo, a vida toda” e completava, “e não pense você que é fácil, mantê-la (a coerência) o tempo todo, é a coisa mais difícil da vida”. Diante da atual conjuntura, das opacidades, da coisificação e formatação o homem  e do horizonte nublado que cobre a atual conjuntura política e econômica, a filosofia do meu “velho” pai ganha ainda mais sentido. Nestes tempos sempre temos que manter o frágil equilíbrio para andarmos sobre a linha tênue que separa a coerência da incoerência. E isto, hoje em dia torna-se, cada dia mais, um gigantesco desafio. Reflitam sobre isto, meus caros (as) amigos (as)! 

A EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DE LIBERDADE




Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Este título de uma das grandes obras do Prof. Paulo Freire serve para filosofarmos um pouquinho sobre o binômio Educação/Liberdade que proponho para esta reflexão. É preciso compreender a educação como um processo dialético, ou seja, não é algo estático, ao contrário, trata-se de um processo resultante do movimento contínuo da aprendizagem inerente dos seres humanos que agem sobre o mundo no sentido de transformá-lo. E esse movimento da aprendizagem próprio do desenvolvimento cognitivo dos seres humanos, não é retilíneo, simples e contínuo, ao contrário, é um movimento que expressa rupturas, contradições, descontinuidades e saltos que tendem para o infinito.
Isto significa dizer que o processo de aprendizagem se inicia na medida em que conseguimos atribui significados aos objetos, ao mundo e às nossas ações sobre eles e continua até o final de nossa existência. É com base neste processo dialético que se edificam os princípios e fundamentos da Educação. E, neste sentido, a educação só se aplica sobre os seres humanos enquanto sujeitos livres. A Educação sem a prática da liberdade deixa de ser educação e passa a ser imposição, opressão.
Por isso, os verdadeiros educadores são aqueles que conseguem despertar nos educandos sua consciência para o “ser” no mundo, ao contrário do “ter” no mundo das coisas e no mundo dos homens. Os educandos deverão ser capazes de entender a si próprios num mundo a ser transformados por eles mesmos em uma ação coletiva. Diante disso, muitos são os opressores que dizem ter propostas para a educação. Na verdade tais propostas servem apenas para criar o controle sobre o processo criativo do desenvolvimento cognitivo dos educandos. Por isso, meus caros (as) amigos (as) fiquem atentos às propostas ilusórias que surgem do nada e em nome de uma “suposta” democracia criam modelos educacionais que, no fim das contas, visam a perpetuar o controle dos opressores sobre os oprimidos. Lembrem-se que a educação só terá sentido de for assumida enquanto uma prática de liberdade. Pensem sobre isto!     

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

PARE, PENSE, REFLITA!

Prof. Valter Machado da Fonseca           Foto: Arquivo pessoal (2016



Prof. Dr. Valter Machado Fonseca
“Não faça do teu conhecimento egoísmo, liberte-o para que possa povoar novas mentes” (Valter Machado da Fonseca)
“A liberdade é cara demais para que você possa desistir dela” (Valter Machado da Fonseca)
"Serás totalmente livre na medida em que conseguires libertar todo o peso de tua própria consciência" (Valter Machado da Fonseca)
"A liberdade é algo que povoa toda nossa essência. É algo que todos buscam, porém ninguém consegue defini-la" (Valter Machado da Fonseca)
“A liberdade é um sonho que se persegue sempre, porém, a cada instante em que se busca por ela, mais percebemos como é árdua e saborosa essa procura” (Valter Machado da Fonseca)
“Somente estão autorizados a buscar pela liberdade, aqueles que libertam os outros do seu próprio cativeiro” (Valter Machado da Fonseca)
“Quando mirar o fundo do poço, lembre-se que toda a desgraça humana chega até ele, mas, quando mirar o firmamento lembre-se do conhecimento que liberta o pensamento, pois, é lá no firmamento que está a fonte de toda a sabedoria” (Valter Machado da Fonseca)
“Mesmo trancafiado na masmorra se pode ser livre plenamente, pois, a liberdade não se deixa aprisionar em nenhum lugar” (Valter Machado da Fonseca)