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quarta-feira, 22 de março de 2017

O PAÍS DAS MARAVILHAS




Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Hoje me peguei pensando sobre a “crise política” e econômica que insistem em deixar em evidência desde o ano passado. Em que pese todos os problemas de corrupção que assola o Brasil, aliás, a corrupção é um problema estrutural do capitalismo, o qual também está em crise estrutural profunda e não é privilégio somente do nosso país, a grande mídia sob a batuta do grande império capitalista insiste, de forma contundente e insistentemente, em denegrir o que resta de nossa dignidade, da honradez e da grandiosidade da nação brasileira.
É interessante notar que em qualquer nação capitalista do planeta os governantes procuram resolver suas crises internas (dentre elas a corrupção) de forma rápida, efetiva, de maneira a denegrir o mínimo possível a imagem e os valores do país. No Brasil , ao contrário disso, a grande mídia televisiva, escrita e falada procura de todas as formas possíveis enlamear cada vez mais o nome do país e a dignidade de seu povo. E parece que não cansam! Apesar da crise econômica estrutural que nos atinge, os nossos (des)governos querem entregar definitivamente o patrimônio e os recursos naturais brasileiros para quaisquer calhordas que estejam de plantão.
Com a falência de mercados consumidores importantes como os EUA, a Europa e a retração da economia chinesa já quase não temos opções de exportações o que aprofunda de maneira exorbitante nossa já insustentável crise, os paladinos de plantão no Palácio do Planalto ainda tentam de todas as formas possíveis e imagináveis, demonstrar para o mundo nossa ineficiência e a fragilidade de nossos produtos agrícolas e industriais. Enquanto difamam nossa dignidade enquanto nação, ficam de olho nas “suspeitíssimas” eleições de 2018 fazendo a cama para que os paladinos da justiça de orientação fascista (como o Sr. Moro & Cia) venham deitar no berço esplêndido do planalto central do país. Aí fica a pergunta que não quer calar: até onde vai o fundo de nosso poço?    

domingo, 19 de março de 2017

RODA MUNDO, RODA GIGANTE, RODA MOINHO, RODA PIÃO!

Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca (2017)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Enquanto tentamos nos equilibrar no “fio da navalha”, enquanto nos reinventamos para sobreviver, uma política altamente maléfica, cruel, nociva à humanidade está se desenrolando num ritmo frenético, às sombras da “casa branca”. A política liberal (ou neoliberal, como preferem alguns) emerge da sucata, do chorume do capitalismo em crise profunda em nível mundial.
Vemos em todos os países do mundo uma guinada política milimetricamente planejada, à direita, com o único objetivo: garantir as condições de reprodução do capital e da chama da mais-valia ameaçadas pela crise estrutural do sistema sociometabólico da máquina produtiva do sistema capitalista. Isto fica bem evidenciado, se observarmos de maneira mais cuidadosa e mais apurada os diversos governos que assumem o poder político e econômico em diversas regiões do globo. A nova ordem econômica mundial já não pode ser imposta por intermédio das grandes guerras mundiais, conforme demonstrado historicamente è época dos grandes impérios num tempo recente.
E quem paga o ônus das crises estruturais do capital de expressivas magnitudes, como sempre, é a classe trabalhadora, os movimentos e organizações dos explorados e marginalizados do mundo. A expressão maior dessa guinada para a instalação de governos representantes da extrema direita e nazifascistas é a ascensão ao poder de Donald Trump que assume o poder central da maior potência capitalista, os EUA. O recado do governo nazifascista de Trump para todos os povos do globo vem por intermédio de seus primeiros decretos que são extremamente claros como a segregação social, étnico-racial e religiosa. Tudo em nome de uma pretensa justificativa de zelar pela segurança dos EUA. Mas, não se trata de salvaguardar a segurança do povo norte americano, mas sim, das elites do comando do sistema capitalista.
O chefe maior do Estado americano não é nenhum “louco”, conforme pensam muitos. Mas trata-se, sobretudo, da escolha da pessoa “certa” para colocar em execução, de forma imediata, as metas e planos nazifascistas que visam ao massacre das conquistas dos trabalhadores em nível planetário, objetivando manter as condições para a reprodução expandida do capital e as regalias do seleto grupo da burguesia norte americana como controladora dos destinos da humanidade, pairando sobre o conjunto dos povos como juíza suprema, que a todos pode julgar e por ninguém pode ser julgada. É a instalação formal da barbárie capitalista dos tempos presentes.          

II FEIRA DE CONHECIMENTOS LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO – UFV

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017

II Feira de Conhecimentos - Licena - UFV - 2017



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Aconteceu hoje (sábado, dia 11 de março de 2017) na Universidade Federal de Viçosa, a II Feira de Conhecimentos da Licenciatura em Educação do Campo (Licena). A feira foi uma mostra riquíssima dos conhecimentos adquiridos e produzidos pelos alunos (as) da Licena. A mostra se deu no formato de tendas e painéis temáticos sobre diversos assuntos envolvidos das experiências dos pequenos produtores e rurais e de todos os que vivem da terra. É importante ressaltar a presença de representantes das comunidades indígenas, quilombolas e Escola Famílias Agrícolas.
Foi uma experiência extremamente riquíssima, pois, as discussões e debates foram profundos e se situaram no terreno da Educação Libertadora no campo brasileiro, construída por intermédio dos pilares e fundamentos da agroecologia. O encerramento das atividades ocorreu por intermédio de um seminário sobre os temas envolvidos na feira. A mesa de debates do seminário foi composta pelas professoras Bethânia e Cristine e por mim. Parabenizo a todos (as) alunos (as) envolvidos (as) no projeto e agradeço à equipe de professores da Licena/UFV a oportunidade ímpar de participar de um evento tão relevante e significativo. Foi uma experiência extremamente rica e única.   
Os créditos das fotos são de Carmen Lúcia Ferreira

domingo, 5 de fevereiro de 2017

MURO INVISÍVEL

Foto: Prof. Valter Machado da Fonseca, fotografia feita por Carmen Lúcia Ferreira (2017)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca

Prezados (as) amigos (as)!

Algo muito desagradável está acontecendo e há tempos tem me deixado muito preocupado. Durante este último período que tenho navegado pela minha página do Face, tenho presenciado uma verdadeira guerra virtual entre diversos setores da população brasileira. Isto vem ocorrendo desde o impeachment ilegítimo da presidente eleita do nosso país, Dilma Rousseff.

Não quero aqui defender este ou aquele grupo ou partido, nem rotular os diversos grupos que se digladiam na Net, entretanto, quero apenas pontuar algumas considerações. Por intermédio desta disputa que destila o ódio entre nós, grupos inescrupulosos, gangs preconceituosas, organizações nazifascistas se deliciam com este combate que, muitas vezes, colocam em lados opostos, trabalhadores, jovens e pessoas com os mesmos interesses, anseios e desejos. Por outro lado, esta disputa ilusória movida, na maioria das vezes, com o combustível da irracionalidade de um ódio plantado pelas grandes mídias, em especial pelas maiores redes de telecomunicações brasileiras, tem por objetivo final dividir o povo brasileiro, em especial a população mais carente, objetivando facilitar a aprovação de seus projetos que visam a dizimar as conquistas históricas dos trabalhadores e da juventude brasileira.

Eu, particularmente, não entro neste debate virtual, pois, ele não leva a absolutamente nada. Este debate deve ser feito organizadamente, de forma presencial e em ambientes onde possamos discutir, olhando olho no olho, os projetos essenciais para nosso país. Na medida em que o maior representante do capitalismo mundial, Donald Trump, propõe um retrocesso histórico: a construção dos “muros da vergonha” para separar os mais diferentes povos do planeta, nesta medida, não devemos permitir e/ou auxiliar a construção de um muro virtual que nos divida, cada dia mais, fragmentando nossa classe, em detrimento da ascensão de uma burguesia brasileira falida, guiada pelos velhos coronéis, os quais visam, essencialmente, o fortalecimento de seus velhos currais eleitorais.

Enquanto destilam seu ódio, os velhos coronéis e caciques eleitoreiros aprovam projetos que sucateia a saúde, a educação, a previdência social, dentre outras conquistas históricas dos trabalhadores do nosso país. Reflitam sobre estas singelas considerações que dirijo, especialmente, aos trabalhadores e à juventude brasileira.  

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O DISCURSO MIÚDO

Prof. Valter Machado da Fonseca (2015)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Caros (as) amigos (as)!
Os tempos modernos descortinam diversos nuances que outrora estiveram dissimulados, escondidos na sociedade. O discurso que perpassava os diversos setores e grupos sociais ainda trazia em suas entrelinhas, certa dosagem de verdade e de credibilidade. Diferentemente dos tempos passados, a sociedade atual se acha altamente influenciada pelos controladores das mídias, pelos formadores artificiais de opinião.
É perfeitamente perceptível a construção de tendências e modismos que irão dar o tom de tudo que vai rolar na grande mídia, ou seja, o combustível para a venda de notícias que interessa aos gestores e mentores dos grandes mercados de capitais que ditam as normas no modelo capitalista de produção. Diante disso, é preciso que atentemos para as entrelinhas das notícias, dos fatos e acontecimentos propositalmente forjados pela mídia e que vai ditar os rumos dos mercados reguladores da sociedade capitalista.
Nesta direção interpretativa, nos tempos presentes é quase que impossível perceber alguma verdade no arcabouço discursivo sobre o qual erige o atual modelo econômico de produção. Parece-me que tais discursos são fragmentados, cheios de meias verdades, o que vai determinar o discurso miúdo que sustenta uma lógica de produção de mercadorias completamente inúteis, desnecessárias à sobrevivência e às atividades primordiais dos seres humanos. Assim, meus caros amigos, faz-se urgente o cuidado na interpretação das notícias forjadas e plantadas pela grande mídia, sob pena de comprarmos “gatos por lebres” e, ao mesmo tempo, auxiliarmos na construção da riqueza de poucos e da situação de miserabilidade da grande maioria dos seres humanos.