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sábado, 19 de abril de 2014

Descoberto o 1º exoplaneta do tamanho da Terra em zona habitável

Foto: Kepler 196f                                                                              Fonte: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech (2014)

Foto: Os Planetas: Terra e Kepler 196f                                                                                                    Fonte: NASA (2014)
Por NTV
Cientistas anunciaram a descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar de tamanho similar ao da Terra e onde pode existir água em estado líquido, o que, em tese, o torna habitável. O exoplaneta, denominado Kepler-186f, foi identificado por pesquisadores da NASA usando o telescópio Kepler, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (17) na revista científica "Science".
"A intensidade e o espectro da radiação do Kepler-186f o colocam na zona estelar habitável, implicando que, se ele tiver uma atmosfera como a da Terra, então uma parte de sua água provavelmente está em forma líquida", diz o estudo. O telescópio Kepler permite identificar planetas em sistemas distantes medindo a quantidade de luz que eles bloqueiam quando passam na frente das estrelas que orbitam, ou seja, o equipamento não "enxerga" o planeta diretamente.
O Kepler-186f, que orbita a estrela anã Kepler-186, fica na constelação do Cisne, a cerca de 500 anos-luz da Terra. Ele é o quinto e mais afastado de um sistema de cinco planetas, todos com tamanho parecido com o da Terra. "É extremamente difícil detectar e confirmar planetas do tamanho da Terra, e agora que encontramos um, queremos encontrar mais", disse em uma teleconferência Elisa Quintana, pesquisadora do Instituto para a Busca de Inteligência Extraterrestre (SETI).
Descoberta do kepler 196f
Em fevereiro, a agência espacial americana anunciou que o telescópio Kepler, que orbita a 149,5 milhões de quilômetros da Terra há cinco anos, tinha acrescentado 715 exoplanetas à lista de mil corpos que orbitam estrelas a uma distância que torna possível a existência de água e, portanto, de vida.
A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Terremoto de 7,2 graus abala o México

Foto: AFP (2014)
Por NTV
Um terremoto de 7,2 graus sacudiu nesta sexta-feira a Cidade do México e a turística Acapulco, provocando cenas de pânico, danos em prédios e estradas, mas sem deixar vítimas. O Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS) calculou a magnitude do tremor em 7,2 graus, enquanto o Serviço Sismológico Nacional do México (SSN) estimou em 7 graus na escala de magnitude de momento.
Segundo o USGS, o tremor aconteceu às 9H27 locais (11H27 de Brasília) 36 km ao noroeste de Tecpan (Guerrero, sul), um município situado sobre a costa do Pacífico, a uma profundidade de 24 km. O coordenador nacional de Proteção Civil, Luis Felipe Puente, informou no Twitter sobre variações no mar de no máximo 40 centímetros, sem um alerta de tsunami. O tremor foi sentido com força na região central do México, incluindo a superpovoada capital, e em regiões do leste, como Veracruz, e do sul, como Guerrero, Oaxaca e Chiapas.
Na capital mexicana, situada 490 km ao norte de Tecpan (62.000 habitantes), o prefeito Miguel Ángel Mancera informou sobre retiradas preventivas de edifícios. No bairro central de Roma da capital foram registrados cortes de energia elétrica e janelas quebraram em alguns prédios. "Os móveis se moveram e caíram meus CDs da torre de discos. Corri do apartamento e esqueci as chaves", disse à AFP Angélica Lasso, 30 anos, após abandonar um prédio de três andares no Roma. Helicópteros sobrevoavam a capital mexicana em busca de possíveis danos, enquanto o aeroporto  internacional e o metrô funcionavam normalmente.
Em Acapulco (Guerrero), a 105 km de Tecpan, o terremoto provocou momentos de pânico e a saída de turistas dos hotéis, repletos devido ao feriado da Semana Santa. "Estávamos nos preparando para descer para o café da manhã no restaurante do hotel quando o chão começou a tremer. Corremos para a rua descendo as escadas desde o quinto andar e ficamos muito assustados", disse à AFP Elia Núñez, turista do estado de Guanajuato (centro) que está em Acapulco com seis familiares. "Tudo balançou. Fiquei espantada e peguei meus filhos como pude para sair do hotel. Ficamos com muito medo, as palmeiras e os postes balançavam", revelou Ulises Yam Loye, de Hidalgo (centro). No dia 19 de setembro de 1985, um terremoto de 8,1 graus destruiu parte da Cidade do México, matando 3.700 pessoas, segundo dados oficiais, mas organizações civis afirmam que o tremor deixou mais de 20 mil vítimas fatais.
Disponível em: http://noticias.br.msn.com/terremoto-de-72-graus-abala-o-m%C3%A9xico Acesso em 18 de abril de 2014.

Gravidade zero para os projetos espaciais

Foto: The York Times (2014)
Por NTV
A incansável sonda Opportunity da NASA continua a rodar sobre a superfície de Marte, mesmo tendo pousado na superfície do planeta vermelho há uma década. Ela sobreviveu a falhas mecânicas, problemas no computador, armadilhas no solo arenoso, terríveis tempestades de areia e aos longos e gélidos invernos marcianos. Mas talvez não resista ao pesado machado do corte orçamentário.
O dinheiro destinado pelo governo Obama no ano fiscal de 2015 para a Opportunity é um tanto baixo: zero dólares. O Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês), que voa atualmente ao redor da lua, também teve seu orçamento zerado segundo a nova proposta.
No primeiro trimestre deste ano, essas e cinco outras velhas missões robóticas estão sendo submetidas ao que a agência chama de "revisão sênior", para garantir que elas ainda estejam produzindo ciência o bastante para justificar os custos da continuidade da operação. As propostas foram entregues e as decisões serão publicadas em junho.
Entretanto, cientistas se perguntam se os números do orçamento sugerem que a NASA já abriu mão das duas espaçonaves. As outras cinco missões são a sonda Mars Curiosity, duas espaçonaves na órbita de Marte, a contribuição da NASA junto à missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia, e a sonda Cassini, atualmente na órbita de Saturno.
"Ver o orçamento da Opportunity ser zerado foi um choque e me deixou muito surpreso", afirmou Steven W. Ruff, professor de pesquisa da Universidade do Estado do Arizona além de membro da equipe científica que criou a sonda, "e isso contradiz minha ideia do que o processo de revisão sênior deveria fazer". Funcionários da NASA dizem aos cientistas que ainda não chegaram a nenhuma conclusão, afirmando que precisaram preencher um indicativo do orçamento antes da revisão sênior.
'Se a Opportunity ou o LRO estiverem no topo da lista de prioridades, receberão verbas', afirmou James L. Green, diretor da divisão de ciência planetária da NASA, na Conferência de Ciência Lunar e Planetária realizada nos arredores de Houston no mês passado. 'Iremos reprogramar tudo o que for necessário para que possamos continuar com essas missões'.
A Casa Branca também disponibilizou 52 bilhões de dólares em uma proposta de orçamento suplementar, incluindo 35 milhões de dólares para as missões planetárias da NASA, o suficiente para manter a Opportunity e o orbitador lunar. Mas o dinheiro viria em grande parte do fim das reduções de impostos concedidas aos mais ricos, e os congressistas republicanos não são muito receptivos à ideia. Na conferência em Houston, Ruff perguntou por que a Opportunity havia sido empurrada para a proposta de orçamento complementar. 'Que missões você gostaria que eu colocasse lá', retrucou Green. 'Qualquer outra', respondeu Ruff, acompanhado de risos da plateia.
Green pediu para que os cientistas deixassem de lado seus temores em relação ao orçamento. 'Eu gostaria que a comunidade científica não se preocupasse tanto com o destino do dinheiro, nem com a forma como vamos arrecadá-lo, pois é preciso escrever uma proposta para conseguir o dinheiro', afirmou. Entretanto, as dificuldades financeiras levantam a difícil possibilidade de que uma ou duas missões sejam canceladas, mesmo que as sete equipes apresentem argumentos convincentes. 'Eu ficaria surpreso se qualquer uma dessas missões tivesse uma nota baixa no quesito científico', afirmou Casey Dreier, diretor de estratégias de defesa da Planetary Society, uma organização sem fins lucrativos que promove a exploração espacial.
No ano passado a Opportunity teve um custo de operação de 13,2 milhões de dólares, e o Orbitador de Reconhecimento Lunar de 8,1 milhões. Nos últimos três anos, o governo propôs cortes profundos nas verbas das ciências planetárias e o congresso restituiu parte do dinheiro. Para o ano fiscal de 2015, que começa no dia primeiro de novembro, o governo Obama propõe 1,3 bilhão de dólares, mais do que nos últimos anos, mas menos que o 1,5 bilhão que esse setor da NASA recebia há alguns anos.
'É muito desencorajador ter que enfrentar essa luta ano após ano', afirmou o deputado Adam B. Schiff, democrata da Califórnia, cujo distrito inclui o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, responsável pela maioria das missões com robôs. Schiff quer que o orçamento das ciências planetárias esteja próximo do 1,5 bilhão de dólares, para que a NASA tenha dinheiro para novas missões robóticas no futuro.
As previsões das propostas orçamentárias podem enganar. A proposta enviada no ano passado pela administração sugeriu que a missão Cassini seria encerrada em 2015. Esse ano, o dinheiro reapareceu no orçamento da administração, que descreve a Mars Curiosity e a Cassini como 'missões estendidas de alta prioridade'. 'Eu aposto que a Opportunity vai arrumar um jeito de continuar funcionando', afirmou Dreier, da Planetary Society.