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sábado, 26 de julho de 2014

Pesquisadora diz que fungos podem ter extinguido dinossauros

Fonte: primeiraigrejavirtual.com.br



Por NTV
A tese de que a queda de um asteroide teria sido a causa da extinção dos dinossauros há mais de 65 milhões de anos é uma das mais aceitas atualmente pela comunidade científica. Mas, segundo a pesquisadora Sarah Gonçalves, doutora em Ciências pela Infectologia e responsável pelo setor de Fungos Filamentosos do Laboratório Especial de Micologia da Unifesp, há uma teoria de que a história pode ter sido protagonizada por vilões muito menores: os fungos. A pesquisadora falou sobre Micoses e seu Impacto na Redução da Biodiversidade durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre no Acre até o domingo (27).
"Quando a gente fala em redução de biodiversidade, a primeira coisa que vem à cabeça é a extinção dos dinossauros", comenta. A descoberta de uma cratera de 180km no México, provavelmente causada pela queda de um asteroide de 10 Km de diâmetro, é uma das evidências que sustentam a tese mais aceita para a morte dos gigantes.
"Este asteroide poderia provocar um aumento de poeira e de terra capaz de obstruir a luz solar por vários anos. Isso teria ocasionado o resfriamento do ambiente, a morte dos vegetais e, consequentemente, a quebra da cadeia alimentar, levando a uma extinção em massa", explica.
Porém, segundo a infectologista, alguns pesquisadores têm se questionado sobre o fato de os dinossauros terem sido extintos somente 300 mil anos após a queda deste asteroide. A partir disso, outras hipóteses foram levantadas. Uma delas é a de que os culpados pela extinção tenham sido, na verdade, os microorganismos, mais precisamente, os fungos.
"Com a queda dos asteroides, os microrganismos tiveram uma proliferação em massa. Muitos deles, como os fungos patogênicos, atuavam diretamente em animais de sangue frio, como o caso dos répteis. Há maior suscetibilidade dos dinossauros a este tipo de infecção. O que teria gerado a extinção", afirma.
Atualmente há indícios de que várias espécies de anfíbios e mamíferos, como morcegos, também estão sendo extintos pela ação dos fungos.
Micoses
De acordo com o médico Flávio Queiroz Telles, doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias vice Presidente da Sociedade Internacional de Micologia Humana e Animal (ISHAM), das mais de um milhão de espécies de fungos, 500 são de relevância médica. É o caso do ascomiceto Penicillium chrysogenum, do qual se extraiu originalmente a penicilina, um dos principais antibióticos utilizados no combate a infecções por bactérias.
Em contraponto, o doutor afirma que muitas são as fontes de portas de entrada da micose, doenças causadas pelos fungos, como as plantas, hospedeiras naturais, fragmentos de madeira, além dos animais, que também podem hospedar fungos patogênicos em várias partes do organismo.
Além disso, traumas emergentes, como desastres naturais, terremotos, inundações e tsunamis podem contribuir para a doença. "Indivíduos que são arrastados pelo solo apresentam dias depois ferimentos que rapidamente necrosam e se transformam em micoses de implantação", comenta.

Plutão e Caronte podem compartilhar atmosfera

Fonte: UOL (2014)



Por Ian O’Neill
Plutão é muitas vezes considerado um “planeta binário” pela interação gravitacional com sua maior lua, Caronte. Agora, novas descobertas sugerem que eles têm mais do que uma órbita comum: também compartilhariam a mesma atmosfera rarefeita.
A hipótese surgiu depois da publicação de novos modelos do sistema plutoniano na revista Icarus que mostram a transferência de gases de Plutão para Caronte.
Caronte tem uma distância orbital compacta de apenas 19 mil quilômetros, e os dois corpos celestes orbitam em torno de um ponto comum, conhecido como baricentro, localizado acima da superfície gelada de Plutão. Observações recentes mostraram que a atmosfera rarefeita de Plutão é composta sobretudo por nitrogênio. Segundo a hipótese em voga, este gás seria pesado e frio demais para escapar da gravidade do planeta-anão.
No entanto, novas simulações sugerem que sua atmosfera pode ser mais quente e densa do que se imaginava, ou seja, o nitrogênio teria energia suficiente para escapar de Plutão e chegar a Caronte, fazendo com que os dois corpos celestes compartilhem a mesma atmosfera.
Mesmo que existam gases envolvendo Caronte, sua atmosfera seria rarefeita demais para ser detectada por observatórios terrestres. É o que fará a sonda New Horizons da NASA, que está programada para sobrevoar o sistema Plutão-Caronte em julho de 2015, e dispõem de instrumentos para analisar se a lua plutoniana possui atmosfera e se seus gases são provenientes de Plutão.
“A transferência de gases acontece o tempo todo na astronomia, como no caso de estrelas binárias ou de exoplanetas próximos de suas estrelas”, declarou Robert Johnson, da Universidade da Virgínia em Charlottesville, à revista New Scientist. “Cálculos e modelos de computador são uma coisa, mas agora teremos uma nave espacial que vai sobrevoá-los e testar diretamente nossas simulações, o que é empolgante”.

GRANDE ARIANO SUASSUNA!

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca*
"Já me disseram que eu quero colocar a cultura brasileira dentro de uma redoma de vidro pra que ela não se contamine, e isso é bobagem. Sou a favor da diversidade cultural brasileira. Só não admito é a influência de uma arte americana de segunda classe." (Ariano Suassuna)
Faleceu na tarde desta quarta feira (23 de julho de 2014) o grande escritor e pensador nordestino Ariano Suassuna. Nasceu em João Pessoa (PB), no dia 16 de junho de 1927. Aos 87 anos, o grande escritor ainda estava no auge de sua lucidez.
Autor de grandes obras como “Auto da Compadecida”, “O Romance d’A Pedra do Reino” e o “Príncipe do sangue vai-e-volta”, Ariano se notabilizou para muito além de seus textos. Era um árduo militante da cultura popular brasileira e, em especial, da cultura de seu querido Nordeste. Podemos dizer que ele foi um ferrenho militante em prol da diversidade cultural, ao contrário do que pensam muitos. Apesar de ter o Nordeste brasileiro como a grande referência de seus estudos e fonte genuína de suas maiores inspirações, o escritor realizava um combate aberto e limpo contra a banalização cultural que ora invade o nosso país, seja por meio da escrita, da TV ou do rádio.
Ariano era adepto inigualável da defesa incondicional das raízes culturais brasileiras e nordestinas, incorporando em seus textos, os mais variados matizes que dão um colorido mais que especial na cultura de nosso povo, especialmente os mais pobres e os trabalhadores de seu tão amado Nordeste. Era um estudioso ímpar, especialmente pela interpretação dos mais variados detalhes que compõem o escopo de nossa cultura popular. Ele incorporava em seus escritos, os aspectos da fé, religiosidade, musicalidade, sotaques, lendas, mitos e simbologias que estão presentes no imaginário do povo nordestino. Seus textos sempre foram marcados por uma ironia “pura”, um sarcasmo crítico e uma boa dose de uma doce ira contra os desmandos ofensivos à cultura popular. Sua crítica era doce, suave e, ao mesmo tempo irônica, como pode ser observada no “Auto da Compadecida”.
Com certeza, Ariano tornou-se uma nova estrela entre os infinitos milhões de constelações que povoam o firmamento. Ariano, apesar do medo terrível de voar (em aviões), fez com que seu pensamento e suas ideias irreverentes voassem até nós e as fincou no solo seco de seu nordeste, inaugurando mais uma fonte límpida para todos que desejam saciar a sede da cultura popular em todas suas variantes. Além de tudo, Ariano era um esperançoso. Tão esperançoso que acreditou, durante toda sua vida, que o sonho de Machado de Assis era possível: criar uma Academia Brasileira de Letras que servisse para alguma coisa. Este era, sem dúvida alguma, o nosso doce Ariano Suassuna, fruto legítimo do solo de nosso tão querido Nordeste.


* Escritor. Geógrafo, Mestre e Doutor pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pós-doutorando também pela UFU. Professor e pesquisador do curso de Engenharia Ambiental e do Programa de Mestrado em Educação da Universidade de Uberaba (UNIUBE). pesquisa.fonseca@gmail.com

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pela segunda vez, Sabesp contrata empresa para fazer chover no Alto Tietê

Fonte: www.agencia.cnptia.embrapa.br



Por NTV
Cinco meses após ter iniciado o "bombardeio" de nuvens para tentar fazer chover no Sistema Cantareira, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vai repetir a estratégia no Alto Tietê, que também passa por grave crise de estiagem.
A concessionária assinou um novo contrato com a empresa Modclima, no valor de R$ 3,68 milhões, para induzir chuvas artificiais sobre as represas do segundo maior manancial da Grande São Paulo, que estava ontem com apenas 22,2% da capacidade.
A tecnologia consiste na aceleração da precipitação de chuvas com o despejo de gotículas de água potável feito por um avião na base das nuvens, um processo conhecido como semeadura ou bombardeio. Conforme o Estado revelou em fevereiro, a prática tem sido adotada há cinco meses no Cantareira e, segundo a Sabesp, provocou a queda de cerca de 11,5 bilhões de litros nos reservatórios, o que representa 1,2% de todo o volume do sistema.
Para a concessionária, "esse resultado já justifica a contratação do serviço" para o Sistema Alto Tietê, mas não impediu o esgotamento do Cantareira. No início dos bombardeios de nuvens, que devem custar R$ 4,48 milhões por dois anos, o principal manancial paulista estava com cerca de 20% da capacidade de seu volume útil. Em cinco meses de sobrevoos, apenas em março a pluviometria acumulada no mês ficou acima da média histórica.

Nada de novo sob o sol



Por Juca Kfouri
Até as traves sabem que enquanto não se romper a estrutura de poder que vigora há décadas em nosso futebol nada, de fato, mudará.
Por aqui discutimos muito mais as consequências do que as causas.
O nome do novo velho técnico pouco importa porque se fosse o de Pep Guardiola daria no mesmo.
O problema do futebol brasileiro é muito maior do que ganhar Copas do Mundo, tanto que já ganhou cinco e segue o cacareco que é, incapaz de organizar ao menos um campeonato atraente e rentável.
Ganhar Copas interessa aos cartolas da CBF e seus patrocínios milionários, em regra oportunistas, mas que fazem a alegria deles e de seus intermediários.
Ao futebol brasileiro interessa renovar-se, voltar a criar talentos, ter jogos bem disputados e estádios cheios, com jogadores que entendam o esporte que praticam e técnicos conscientes de que o papel deles deve ser o de maestros que garantam bons espetáculos.
Para isso é necessário um choque de gestão, uma ruptura, uma revolução que certamente não será comandada pelos herdeiros de João Havelange, o idealizador de uma festa para poucos eleitos.
O Brasil jamais foi “o país do futebol” embora goste de autoenganar-se a respeito.
Já foi, sem dúvida, o maior produtor de talentos do futebol mundial, mas faz tempo que não é mais.
Por enquanto é o país dos 7 a 1.
Seguirá sendo com esta gente que está aí.
Disponível em: http://blogdojuca.uol.com.br/2014/07/nada-de-novo-sob-o-sol/ Acesso em 23 de julho de 2014.