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domingo, 23 de agosto de 2015

COISAS DA VIDA!

Foto: Diquinha                             Fonte: Arquivo Pessoal (2015)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Outro dia, lembrei-me de minha sogra Dona Zelinda (a Diquinha), que nos deixou em 2010, mãe de Carmen minha companheira. Como era bela e singela a Dona Zelinda! É dificílimo definir uma pessoa tão simples e, ao mesmo tempo de tão fino trato. Era a essência da beleza em toda sua simplicidade. Via vida na simplicidade das coisas, mirava em sua essência e extraía delas o tom de vida mais puro, mais sublime e mais singelo.
Um de seus grandes prazeres na vida era saborear um bom prato de comida caseira e mineira, em especial um franguinho com quiabo e polenta de fubá (com ou sem guariroba). Levava em torno de duas horas para degustar esta iguaria. Aquele era um momento sagrado para Dona Zelinda. Gostava especialmente do pescoço e dos pés do frango, sugava minuciosamente cada ossinho. Dava gosto vê-la à mesa de refeição. Assim, combinando seu gosto pela simplicidade, também se vestia da maneira mais simples, às vezes, um vestidinho de Chita barata. Porém, quando ela o usava parecia uma rainha.
Por vezes, muitas vezes, ficava horas arrancando ervas daninhas de seu quintal, de sua horta e de seu jardim, também marcados pela simplicidade de suas flores. Dentre todas as flores, amava as mais simples, pois, enxergava nelas a essência da beleza absoluta. Conversava com suas plantas, com sua horta, com suas flores. Assim era Dona Zelinda, me lembro muito bem de seu jeito altivo de ser, de suas convicções, pelas quais era capaz de comprar um bela briga. Pois bem, meus amigos! Ela se foi, porém nos deixou grandes lições de vida. Talvez a melhor delas é que a vida se resume ao simples e na percepção da essência em lugar das aparências. Dona Zelinda não faleceu, continua entre nós. Podemos observá-la na estrela mais simples, porém mais viva e mais reluzente que habita o firmamento. 

Por que odiar o PT

Foto: Gregório Duvivier   Fonte: blogdojolugue.blogspot.com (2015)



Por Gregório Duvivier
A primeira vez que me deparei com uma urna eletrônica foi para votar no Lula.
E Lula se elegeu, depois de três tentativas malfadadas.
Lágrimas grossas escorriam pelo meu rosto: com a prepotência característica dos 16 anos, tive a certeza de que era o meu voto que tinha feito toda a diferença.
A rua estava cheia de pessoas da minha idade que tinham essa mesma certeza.
O Brasil tinha acabado de ganhar uma Copa do Mundo, mas a euforia agora era ainda maior: foi a gente que fez o gol da virada.
Parecia que o Brasil tinha jeito, e o jeito era a gente –essa gente que nasceu de 1982 a 1986 e votava agora pela primeira vez.
Acabaram-se os problemas do Brasil –a gente chegou.
Lembro das ruas cheias, das bandeiras do PT, lembro de abraçar desconhecidos na Cinelândia –Lula lá, brilha uma estrela.
Logo vi que não era o meu voto que tinha feito o Lula se eleger, nem o dos meus amigos, nem o da minha geração.
Quem elegeu o Lula –isso logo ficou claro– foi o José Alencar, os Sarney, o Garotinho, foi aquela Carta aos Brasileiros e a promessa de que o Lulinha era Paz, Amor e Continuidade.
Sobretudo continuidade.
Lula só alugou esse apartamento por quatro anos porque assinou um contrato de locação onde prometia entregar o imóvel i-gual-zi-nho.
E Lula, por quatro anos, foi um inquilino dos sonhos –tanto é que renovou o contrato e ainda foi fiador da locatária seguinte.
Fizeram algumas mudanças –as empregadas passaram a ganhar mais–, mas não fizeram o mais importante: uma desratização. Muito pelo contrário: os ratos de sempre fizeram a festa.
Caros amigos que odeiam o PT: podem ter certeza de que odeio o PT tanto quanto vocês –mas por razões diferentes.
Odeio porque ele cumpriu a promessa de continuidade.
Odeio porque ele não rompeu com os esquemas que o antecederam.
Odeio por causa de Belo Monte e do total descompromisso com qualquer questão ambiental e indígena.
Odeio porque nunca os bancos lucraram tanto.
Odeio pela liberdade e pelos ministérios que ele deu ao PMDB.
Odeio pelos incentivos à indústria automobilística e à indústria bélica.
Odeio porque o Brasil hoje exporta armas para Iêmen, Paquistão, Israel e porque as revoltas do Oriente Médio foram sufocadas com armas brasileiras.
Odeio porque acabaram de cortar 3/4 das bolsas da Capes.
O PT é indefensável –cavou esse abismo com seus pés.
Mas assim como não fomos nós que elegemos Lula, engana-se quem vai às ruas e acha que está tirando Dilma do poder.
Quem está movendo essa ação de despejo são os ratos que o PT não teve coragem de expulsar.
Disponível em: http://blogdojuca.uol.com.br/2015/08/por-que-odiar-o-pt/ Acesso em 10 de agosto de 2015.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

MEU ÚNICO E ETERNO AMOR!

Foto: Carmen Lucia Ferreira, meu eterno amor



Para Carmen! Meu único e interminável amor!
Meu amor! Talvez uma existência apenas não seja suficiente para comportar o amor interminável que sinto por ti. A vida nos apresenta ora como algo terrível e devastador, ora como uma adorável surpresa. Você é um presente que a vida preparou, com a máxima maestria e extremo esmero, para preencher minha existência. E, como sou grato por isso! Não dá sequer para imaginar minha vida sem tua presença, preenches meus sentidos, violas meus ouvidos e constróis minha essência como o mais hábil dos artesãos entrelaça seus fios para construir a mais fina obra de arte.
Durante todo o tempo tens reafirmado tua grandeza, tua delicadeza e teu modo sublime de amar. Teu zelo por mim me inebria, me enche da mais terna felicidade. Fazes com que eu me sinta num mundo puro, onde o amor prevalece sobre as incertezas, sobre as desesperanças, sobre as indelicadezas, sobre o ódio. Como é aconchegante dormir nos teu braços, como é doce viver contigo! Quero que saibas que, do fundo de meu coração, sou um homem apaixonado e realizado. Apaixonado por teu amor sincero e singelo, total, sublime, esfuziante. Realizado por ter te encontrado nesta vida de tantos encontros e desencontros.
Se a vida me fosse hoje tirada, com toda certeza iria feliz, pois teria valido a pena viver a plenitude de uma existência ao teu lado. Te amo eternamente!