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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A PAZ!

Fonte: mensagens.cultramix.com (2015)



Valter Machado da Fonseca
A paz é um sentimento ou estado de espírito que não pode ser definido, porém pode perfeitamente ser sentido por aqueles que se abrem para a leveza do seu próprio ser. A paz não tem forma, é disforme, não tem cheiro, não tem medida, é amorfa, translúcida, transparente. É também um estado de leveza, de delicadeza, invade teu corpo com a leveza da pluma, te deixa em estado de êxtase, de ausência completa de tensão.
Chega, muitas das vezes, depois de um longo esforço do qual você sai profundamente recompensado. Te invade sem que esperes, não consegues vê-la, mas, és capaz de senti-la em profundidade. Tem um gosto doce, mas com uma leve pitada de acidez, tempero na medida exata. Ele invade teus sentidos, viola teus ouvidos! Sentes o corpo como se a levitar, sem peso, é profundamente alegradora. Do mesmo jeito que invade teus sentidos, também vai embora, de mansinho, devagarinho, com o leveza da bruma do mar da madrugada. Vai sumindo, lentamente, deixando em tua boca quase seca um breve, porém intenso gostinho de felicidade. Assim como ela chega ela se vai, mas deixa uma inquietante certeza de que a qualquer hora pode voltar. Basta que deixes o espírito e o coração abertos para recebê-la no exato momento em que ela cismar de voltar. Mas, um dia, uma hora, a qualquer momento, ela vai voltar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SETEMBRO: CHUVA DA FLORADA!

Fonte: cerradoeeducação.com (2015)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
Depois de muito tempo presenciamos a chegada da chuva abrindo o mês de setembro. É o que os mais antigos diziam ser a “chuva da florada”. Há tempos atrás esta chuva no início da mês de setembro significava, com certeza, o indício de uma boa colheita. Aliás, naquele tempo, no início de setembro a terra já estava preparada para receber a boa semente. Eu digo boa porque naquela época a semente que se plantava era selecionada a partir da safra do ano que passou. Hoje, o agricultor tem que comprar a semente de algum grande grupo agroquímico, pois, do contrário a semente não irá germinar.
Como eram bons aqueles tempos! A roça era cultivada sem insumos, pesticidas, herbicidas ou quaisquer outros tipos de agrotóxicos. Deixavam a terra descansar, faziam a rotação de culturas, o selecionamento das sementes e a capina era manual. Porém, as roças de milho davam espigas de sabor adocicado, de aroma natural e não trazia consigo o gosto adstringente dos agrotóxicos.
Mas, o que tem a ver esta chuva que presenciamos nestes dias com as dos tempos de outrora? Nada, absolutamente nada! Esta chuva que estamos presenciando não significa nenhum indício de boa safra. Não indica fartura de água ou de alimentos saudáveis. Trata-se apenas de uma boa chuva “fora do tempo” para os dias de hoje. Infelizmente, nos tempos d’agora não temos mais a mesma certeza dos roceiros antigos que previam a boa colheita e abundância de alimentos, ao contrário dos tempos antigos, hoje já não podemos dizer absolutamente nada diante de uma casual chuva de setembro. Também já não temos mais o belo cerrado com sua rica flora para nos brindar com sua exuberante florada.    

domingo, 6 de setembro de 2015

FAÇA A DIFERENÇA!

Fonte: Escola para blogueiros (2015)



Prof. Dr. Valter Machado da Fonseca
O mundo, o Brasil e cada um de nós vive um momento de intensa crise. A grande hecatombe pela qual passamos é fruto de uma grande crise de projetos de homem e de natureza. Presenciamos a destruição maciça dos valores morais e humanos. Aqui não me refiro à moral hipócrita (burguesa), mas me refiro àquela que nos dá a verdadeira dimensão de seres humanos que conseguem se enxergar nos outros, que vive em função da coletividade e que vislumbra momentos sublimes na relação com os outros, em função da construção de projetos maiores de vida, de natureza, de homem e de mundo.
Mas, pensem bem! Observem a história das civilizações: foram nas maiores crises que aconteceram as maiores descobertas, que se acharam as maiores soluções. Entendam bem: não estou aqui a fazer a apologia da crise, muito pelo contrário, sei que ela é amarga, nos atinge e nos aflige profundamente. Mas também penso que é hora de construirmos grandes projetos, é hora de ousar. Ousar sempre! Qual é a vantagem de descobertas em época em que tudo dá certo? Ousar a favor da corrente é bem mais fácil! Agora, ousar contra a corrente é muito mais difícil, aliás, é dificílimo, porém, os frutos também são infinitamente maiores e as vitórias mais gratificantes.
Neste sentido, imagino que as dificuldades foram feitas para serem superadas. E, não se superam grandes dificuldades sem grandes e sólidos projetos, sem altas doses de ousadia. Em vez de lamuriar, lute! Em lugar de queixar-se, busque novas soluções, jogue fora as velhas e ultrapassadas fórmulas! Se quiser xingar, xingue! Mas não fique somente no xingamento e nas lamentações. Saia de si mesmo e vá em busca de um projeto maior de mundo e de vida. Por isso, faço aqui um convite: faça a diferença! E, faça-a já! Abra-se para o mudo e deixe derramar sua criatividade. Deixe transparecer, transbordar seu potencial criador, mostre ao mundo e a você mesmo que você está aqui neste planeta não apenas como espectador da vida de si mesmo, mas, sobretudo, como um agente de transformação e de construção de sua própria história.